domingo, 11 de setembro de 2011

Educação no Brasil, questão de dinheiro ou incompetência?


Hoje, acordei com a vontade de escrever sobre o que há muito tempo tenho vontade de dizer e falar para quem quer que seja. A vontade de escrever uma narrativa com minha opinião sobre um assunto hoje polemizado.
O Brasil hoje é palco de grandes acontecimentos, superação de investimentos, conquistas e grandes modificações. Mas, ainda há uma grande parte desta construção, pouco desenvolvida e muito discutida.
A Educação Brasileira, esta, tem sido um dos grandes alvos e gerador de manifestações. Manifestações por melhores salários, greves e a decorrente decadência da educação e seu sistema de ensino nas salas de aula.
Muito se discute sobre seus princípios, sobre a saída de alunos com déficit de ensino, déficit de saber e de entender das escolas. Quanto a minha análise, de uma ex-aluna de Escolas Estaduais, tenho um sentimento diferente.
Não posso discordar de maneira nenhuma, que sim, professores deveriam ser mais bem remunerados, afinal, são os grandes protagonistas da formação de nossa nação. Mas discordo totalmente quando em muitos casos, professores pedem melhores condições, sendo que alguns não possuem o mínimo de conhecimento e inteligência ao ensinar, pois estes ensinam somente por ensinar. Não estão preocupados se o aluno irá sair da escola preparado para a vida, pois em uma escola, os alunos devem ser preparados para enfrentar as mais diversas condições, os mais difíceis entraves e situações impostas por uma carreira profissional.
Hoje, alunos saem despreparados e incapazes. Mas, em momento algum, eu diria que a escola deveria ensinar a viver, óbvio que não, isto é responsabilidade da família do estudante, mas em muitos casos, há uma fragilidade social tão grande que a única opção é a escola, a única chance de melhora e aprendizado total é a escola. Por isso tenho a certeza de este, deveria ser um local mais preparado para receber e ensinar de fato.
Infelizmente, eu digo que muito me faltou e que mais triste ainda é ter ido para aulas onde professores propunham que os alunos fizessem trabalhos em grupo e que explicassem para os colegas sobre tal matéria. Isso é o mais deprimente. Pois durante um mês, um mês e meio se fazia isso, e aquilo se repetia durante o ano, o aluno dava a aula e o professor com toda a certeza, isso posso dizer, estara incapaz de dar uma aula, pois não sabia da matéria. Tanto não sabia que um dia um colega perguntou-lhe sobre quem era Evita Perón, esta não sabia responder, mandou como outras muitas vezes, procurar no livro didático, alegando que deveríamos saber procurar. Uma colega, indignada com a cena, explicou a quem havia perguntado.
E também, me recordo de um dia que disse a uma professora que odiava falta de controle. Lembro-me perfeitamente de como sua aula era conduzida. Eu estava quase terminando meu ensino médio, e a professora pedia aos meus colegas, muitas vezes barulhentos, que, por favor, parassem de conversar. Aquela cena se repetiu muitas vezes, e a professora nada fazia, não tomava nenhuma atitude mais pesada, deixava que tomassem conta e muitas vezes tomavam pela falta de atitude e imposição da professora. Foi aí, que eu cheguei até ela e lhe disse: “-Professora, eu odeio quando a senhora faz isso!”
E eu disse, disse mesmo. Assumo que muitas vezes fui até chata e era conhecida por CDF, mesmo nem sendo tanto assim.
Aquela cena me revoltava, assim como outras tantas.
O mesmo continua a acontecer, tenho relatos de casos de outros alunos, assim como eu, que literalmente perderam aquela vontade, perderam o estímulo pelo estudo. Não há mais exigência nas escolas, não há mais cobrança e não havendo cobrança não há estudo e consequentemente não há entendimento. Assim se faz a Educação Brasileira.
E que fique bem claro, se um Professor de Verdade, como muitos que existem neste Brasil afora, recebessem pelo que ensinam, e ensinam corretamente, deveriam ganhar muito mais do que o obrigatório. Pois muitos trabalham com dificuldades e vencem na vida ganhando o que ganham e não deixam de ensinar por isso.
Quando se quer ser professor, o mínimo que se deveria ter é amor pela profissão. O que hoje não há em muitos casos!
E em minha convicção, respostas do tipo, receber mal, não é pretexto para incompetência. Não é por que recebo mal que irei fazer mal ou até não fazer.
Eu, como futura Jornalista, sei da dificuldade que é fazer Jornalismo e se ganhar uma boa remuneração, mas faço por que eu quero e por que eu gosto. E quando se faz com amor a profissão, se “veste a camisa”, não há pretexto nenhum nesse mundo que me convença sobre a Educação no Brasil.
Afinal, a Educação é resultado de um bom trabalho, se não há um bom trabalho, não há Educação.



Maura Meregali

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