A história de um primeiro jornal iniciou-se há um mês no Laboratório de Jornalismo. Proposta do dia, entrar em uma editoria Jornalística, seja ela de esportes, política, cultura, geral, polícia, etc.
O entendimento do momento era que cada um escolhesse sua própria editoria, e assim fiz, entrei na editoria de política.
Fiquei no grupo da Camila Amaral, Karyne de Oliveira e Nicole Franzoi, umas queridas. Tivemos total empenho e uma sintonia ótima para que cada uma escrevesse sua própria matéria.
Tudo parecia tão fácil, se não fosse o problema-situação e desafio de escrever para frente. No momento isto se tornou um grande problema, pois fizemos as matérias no hoje sendo que iriam somente sair no mês de novembro.
Escrever sobre algum tipo de caso de corrupção recente seria uma “maratona”, pois poderiam haver outros casos até o dia em que o jornal saísse e talvez estes casos já não seriam mais tão importantes como estes que poderiam “aparecer”.
A minha primeira ideia de matéria foi escrever então sobre os grandes casos de corrupção na história do Brasil e do Mundo. Mas, seria algo muito abrangente e não haveria espaço para muitas situações e assim, ficaria muito simples e de pouca explicação, o que eu não queria.
Pensei então, em escrever sobre os novos partidos políticos do País, que já somam, sem estes novos nomes que estão por vir, 28. E escrever sobre alguns dos nomes um tanto curiosos destes novos partidos. Alguns, que ao meu ver são muito ridículos. E o pior disso, é a ideologia de cada um, esta não é definida totalmente, é esquartejada pela forma absurda de só fazer algum partido novo. Escrevi sobre, mas no decorrer da semana tive que mudar pois o PSD havia conseguido firmar seu registro junto ao TSE. Este texto foi de aproximadamente 800 caracteres.
Além deste, tive uma ideia maluca. Escrever sobre o que ainda não aconteceu, prever o futuro com minha bola de cristal, que se os astros ajudarem, chegará em breve pelo Fedex ou talvez por uma coruja de Hogwarts.
Ta ok, vou parar de brincar com isso, até por que, como eu disse à minha colega e amiga da Famecos, Ana –“Não pode mentir mais guria! Tu vai ser uma Jornalista e as pessoas irão acreditar em ti!”
Mais ou menos assim, então, nada de brincar com textos importantes. E que fique aqui o registro de que estávamos brincando com uma bobagem, adoramos descontrair.
Fui atrás de fontes para que eu pudesse ter ao menos uma certeza de que o que eu queria, iria ter uma aprovação e que sairia em tempo hábil.
Então, fui entrevistar o líder da bancada do PT, partido do atual Governador do Estado, Deputado Daniel Bordignon à qual agradeço pela atenção. Fui entrevistá-lo, é, eu fui. Que horrível, minhas mãos tremiam demais, eu estava segurando uma caneta para não ficar tão ruim e tive de dizer antes de começar a conversa, que aquela era minha primeira entrevista e que me desculpasse qualquer coisa. Afinal, é tentando que se aprende não é mesmo?
Tentei, entrevistei e entendi. Política, questões que a envolvem, Orçamento 2012, PPA. Até que me saí bem na minha primeira entrevista a meu ver, poderia ter sido pior, tirando toda aquela minha aflição. A sorte, é que fora uma entrevista bem descontraída. Após, fui conversar com o Wagner, Economista que trabalha no Gabinete do Deputado e que, digamos assim, me salvou quando me entregou um documento sobre o Plano Plurianual Participativo, o conhecido PPA. Eu havia dito que não precisava, mas ele insistiu e eu peguei o documento. Previsão do futuro? Será?
Mas, eu não imaginava até ontem, às 21h10min quando o Wagner me ligou passando a informação que havia pedido, que o meu princípio de escrever sobre a Proposta Orçamentária de 2012 iria desmoronar, e desmoronou. Eu tentei arriscar escrevendo uma matéria à frente, baseada em informações e dei esta matéria como certa, mas infelizmente, o prazo de votação na Assembleia Legislativa para tal projeto pode ser de até 2 meses a partir de agora, começo de outubro.
Impossível, o Jornal irá sair em novembro.
Dei a ideia por encerrada, apesar de todo o esforço, empenho e tempo. Aquilo foi desesperador, fiquei com muita raiva, admito isso. Uma pauta ótima ralo a baixo escorreu.
O que poderia ser feito naquele momento?
Bendito PPA, me salvou.
Busquei algumas informações na internet, peguei o documento que o Wagner havia me dado na segunda-feira passada e baixei literalmente a cabeça. Escrevi, escrevi e escrevi. Exatamente às 22h03min, eu estava terminando a matéria. Foi um UFA, total.
E então, hoje, entreguei o texto. Prof. Eduardo Pellanda revisou e Prof. Fábian Chelkanoff fez a diagramação. É, eu procurei como se escrevia Chelkanoff no Google, seria feio escrever errado. (risos)
Era isso então, missão cumprida e comprida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário