Na última semana, iniciou-se o módulo sobre Rádio na aula de Laboratório de Jornalismo. Semana passada, tivemos uma introdução à sua história e suas transformações através do tempo. Então, aí está um breve relato da história:
Em 1863 em Cambridge na Inglaterra, James Clerck Maxwell professor de Física Experimental, comprovou teoricamente que ondas eletromagnéticas existiam. Mas foi somente em 1887 que foi registrado o princípio da propagação.
No final do século XIX, o Italiano Guglielmo Marconi desenvolveu a tecnologia de transmissão de som por ondas, com a criação da primeira companhia de rádio. Ao mesmo tempo no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura fazia experiências em Porto Alegre e buscava o mesmo objetivo de Marconi. O Padre construiu diversos aparelhos, que iam da telefonia com fio à telefonia sem fio, além da radiotelefonia e da radiofusão.
Como o alcance das ondas eram curtas, as primeiras transmissões de rádio no mundo ocorreram do alto do morro Santa Teresa. Local onde era possível obter-se uma maior propagação. Em 1901, ele vai para os Estados Unidos, mas somente no final de 1904 consegue obter pela The Patent Office at Washington três patentes, as de telégrafo sem fio, de telefone sem fio e transmissor de ondas sonoras.
Em 1905, Dr. Lee De Forest constrói a válvula Audion, que logo substitui os transmissores de Marconi. Com este novo aparelho, havia além da transmissão de sinais, voz e música pelas ondas Hertzianas, mais conhecidas como Hertz.
Já em 1906, ele patenteou a válvula Tríodo e neste mesmo ano, transmitiu programas musicais experimentais para Nova York, sendo assim, as primeiras transmissões comerciais conhecidas e com audiência. Forest foi também, o primeiro a transmitir programas humorísticos.
Mas foi no ano de 1908, que em Paris, mais precisamente na Torre Eiffel, que aconteceram transmissões de sinais radiofônicos, comprovando a real potência do Rádio.
No Brasil, a primeira transmissão ocorreu em 7 de Setembro de 1922, centenário da Independência do Brasil, onde o Presidente Epitácio Pessoa discursa na abertura da Exposição Centenário. Neste mesmo dia, a ópera O Guarani de Carlos Gomes é transmitida do Teatro Municipal para auto-falantes instalados na exposição. Este, era o início da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Com o passar dos anos e a entrada das grandes tecnologias portáteis ou não no mercado, a história de vida do Rádio ficou muito discutida. Contextualizações do seu término, ou não vieram a tona, mas o que é de grande surpresa ao adeptos da grande tecnologia e “abandonadores” do canal direto de comunicação é que, nos últimos dez anos, o número de emissores dobrou cerca de 97%.
Dados mostram que emissoras FM, passaram de 1.322 no ano de 2000 para 2.602 em 2010. Rádios AM, que tem ondas mais curtas, tiveram apenas novas 79 emissoras colocadas ao ar nos últimos cinco anos. Hoje, o Brasil possui 9.148 emissoras sendo que destas, 4.193 são comunitárias e 465 educativas. E aí, a conclusão que se pode ter é a de que: -“Um bom radinho de pilhas ou não, é sempre bom!”
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