Um domingo em casa, útil para ouvir música, dormir, estudar e usar a internet, mas com aquela vontade louca de escrever.
Um tema? A saudade!
Conforme o Wikipédia, site que tem explicação para quase tudo e que é uma ótima fonte de informações que podem ter ou não relevância em sua importância, me deu essa resposta para saudade:
“Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".
Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim "solitáte", solidão.
Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está directamente ligada à tradição marítima lusitana.
A origem etimológica das formas atuais "solidão", mais corrente e "solitude", forma poética, é o latim "solitudine" declinação de "solitudo, solitudinis", qualidade de "solus". Já os vocábulos "saúde, saudar, saudação, salutar, saludar" proveem da família "salute, salutatione, salutare", por vezes, dependendo do contexto, sinônimos de "salvar, salva, salvação" oriundos de "salvare, salvatione". O que houve na formação do termo "saudade" foi uma interfluência entre a força do estado de estar só, sentir-se solitário, oriundo de "solitarius" que por sua vez advem de "solitas, solitatis", possuidora da forma declinada"solitate" e suas variações luso-arcaicas como suidade e a associação com o ato de receber e acalentar este sentimento, traduzidas com os termos oriundos de "salute e salutare", que na transição do latim para o português sofrem o fenômeno chamado síncope, onde perde-se a letra interna l, simplesmente abandonada enquanto o t não desaparece, mas passa a ser sonorizado como um d. E no caso das formas verbais existe a apócope do e final. O termo saudade acabou por gerar derivados como a qualidade "saudosismo" e seu adjetivo "saudosista", apegado à ideias, usos, costumes passados, ou até mesmo aos princípios de um regime decaído, e o termo adjetivo de forte carga semântica emocional "saudoso", que é aquele que produz saudades, podendo ser utilizado para entes falecidos ou até mesmo substantivos abstratos como em "os saudosos tempos da mocidade", ou ainda, não referente ao produtor, mas aquele que as sente, que dá mostras de saudades.”
É isto então, a saudade, sentimento sentido por aqueles que vão para longe ou que ficam longe. Ultimamente tenho sentido saudade de minhas amigas da Furg, Universidade onde estudei antes da PUC e fica na cidade onde eu moro aos finais de semana com a minha família pois, fico em Porto Alegre durante a semana para trabalhar e em breve começar a estudar o tão impotante inglês.
Elas foram fundamentais para digamos assim, suportar aqueles três semestres do curso de Engenharia. Acho que se não fosse a presença delas, nada seria tão importante como foi, nada seria tão lembrado e tão presente na minha vida como foi.
Lembro dos dias em que tínhamos aula o dia todo e que conversávamos pelos cotovelos, aliás o que fica na lembrança é que amoçavamos juntas e aquilo tudo era tão divertido. As pausas de descanço depois do almoço para ver uns filmes com a rede wirelles muito boa por sinal, as conversas sobre todo tipo de assunto, as análises que fazíamos e as hipóteses que o Paulista tinha sobre a origem do mundo em um dia de “estudo” na Biblioteca ficaram na memória.
O quinteto que sempre estava junto, quer dizer, quase sempre. Na sala de aula, éramos eu e Pahola de um lado e as outras do outro. Uma vez, eu e a Pahola tentamos mudar de lado para ver se a inteligência mudava também, mas não adiantou nada.
As corridas da Andressa Souza entre o trabalho e os estudos sempre foram de admirar. O esforço que ela fazia e ainda faz para continuar estudando é algo realmente inspirador para qualquer pessoa, pois ela fez muitas vezes o impossível para as provas e trabalhos e na maior parte das vezes alcançou a meta.
A Camila Grandini na tentativa frustrada de um mês de estágio, correu. Foi tão engraçado ela dizendo para mim e para as gurias que tinha ligado avisando que não ia mais, pediu demissão por telefone. Imbatível momento. Os estresses que ela tinha, aquelas risadas, muito bom. A “colégãn”.
A Pahola Silveira de outro nome que odeia ser chamada é outro tipo estressada. Tanto tempo que ficamos estudando juntas, foi a com que mais fiquei estudando pois ficamos para trás, rodamos em algumas cadeiras, juntas!
Um dia irei voar com ela, agora uma quase aeromoça.
A Pâmela Engelmann do tipo chorona. Se rodava em uma prova – coisa rara – chorava, ia para o banheiro e fazia lamentações eternas. Nossos almoços no barzinho com risóles de frango e empadas, além do sempre chocolate que ela comprava, costume diário.
Ah, essas gurias.
Fomos juntas juntas para Rio Grande, dormimos juntas, eu, Pâmela e Camila e comemos muita porcaria. Porcaria deliciosa. Gravamos um vídeo engraçadíssimo que nunca vi pois a Tamiris Engelmann nunca passou.
Tamiris Engelmann é outra, doida. Essa sim, piradona. Minha parceira nas imitações, acho até que poderíamos ir para um programa humorístico com as nossas ceninhas que fizeram muita gente rir, né?!
Banho de chuveiro com falta de luz. Corrida para o quarto. Pizza dentro do quarto. Muito jogo Uno. Caminhadinhas básicas. Pizza perfeita na pizzaria “Água na Boca” uhm, quando eu me lembro, aiai, que sufoco. Corrida atrás de ônibus no centro de Rio Grande, enfim, sonos eternos em palestras e seminários.
Ah, não se pode esquecer também do dia em que medimos o terreno da Furg. Que cansaço e que dia inesquecível de calor, fome e sede.
Enfim, para terminar por aqui, a única coisa que posso dizer é que vocês foram indispensáveis e que são muito importantes para mim, que mesmo longe, tenho uma vontade enorme de ficar perto e poder conversar infinitamente.
A saudade do dia-a-dia marca a minha vida e a minha história.
Obrigada por serem quem vocês foram e agradeço por tudo o que passamos juntas.
Vocês são do coração.
Até a próxima!
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